Ouvidoria abre posto de atendimento no centro

fevereiro 11, 2008 às 6:47 pm | Publicado em Atendimento, Governo, Interatividade, Noticias, Ouvidor, Ouvidoria, Palácio Guanabara, Reunião, SEASDH | 2 Comentários

A Ouvidoria da SEASDH vai ampliar para o centro os atendimentos atualmente realizados na Zona Sul. O novo posto de atendimento fica na Rua General Justo 275/B Salas 410 e 411. O local foi escolhido pelo melhor acesso a população – fica próximo a Praça XV, terminais de ônibus e a estações do metrô. Devido ao grande número de atendimentos realizados em 2007 – cerca de 4 mil – a Ouvidoria vai promover reuniões informativas, audiências com o ouvidor e atendimentos com a equipe somente agendados pelo telefone 2299-5325. O novo sistema de atendimento vai garantir mais conforto e evitar filas.

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  1. Ilustre Sr° Governador do Estado do Rio de Janeiro,
    Sr°. Sérgio Cabral.

    Sei que o Sr°. é uma pessoa muito ocupada, por isso serei o mais breve possível. Desde já agradeço a atenção.

    Depois de inúmeras tentativas infrutíferas com diversos órgãos do governo, através de e-mails, cartas e telefonemas, inclusive com Vossa Excelência, porém nunca recebi uma resposta que atendesse minhas expectativas, então resolvi tentar mais uma vez. Quem sabe desta vez tenha mais sorte?

    Meu nome é Sandra de Oliveira Soares, sou deficiente física (cadeirante) desde criança, sou de origem humilde. Desde a infância, encontro dificuldades para me incluir na sociedade. Apesar de meus pais, na medida do possível, me darem o maior apoio, ainda é pouco para suprir minhas necessidades. Moro num local afastado com poucos recursos, por isso fui inserida na escola tardiamente, aos 8 anos de idade, entretanto isso não me tirou o incentivo nem a vontade de aprender.

    Com o tempo, fui percebendo que a educação, é a melhor maneira de sair da exclusão. Principalmente pra mim, que sou desprovida de oportunidades, como as demais pessoas. Então me empenhei o máximo que pude. Todavia, quando terminei o ensino fundamental, tive que fazer uma parada, pois só teria ensino médio, numa escola que ficava longe da minha casa, ou seja, tinha que pegar ônibus, pois como ainda é hoje, naquela época, não haviam transportes adaptados que transportassem deficientes físicos.

    Depois de longos anos de espera, apareceu uma alma caridosa, que se prontificou a me ajudar, fazendo este trajeto com seu carro, a preço simbólico. Assim terminei o nível médio. Entusiasmada e vislumbrando novas oportunidades de vida, fiz o ENEM, no qual obtive uma boa média. Aí começou mais uma batalha: conseguir bolsa de estudo. Pleiteei em inúmeras instituições uma bolsa integral, mas não obtive sucesso. Frustrada, guardei forças para o ano seguinte, fiz o ENEM outra vez, e a média obtida desta vez, foi melhor ainda, o que me deu mais garra para pleitear a tão almejada bolsa integral em novas Universidades, o que com a graças de Deus consegui.

    Esta batalha estava ganha, mas não a guerra. A Universidade que eu consegui bolsa, fica muito longe do lugar onde resido, pois moro São João de Meriti, e campus da faculdade UniverCidade, mais próximo, pra mim, é a unidade Centro-Aeroporto, que esta localizada na Av. General Justo, 171, no Centro do Rio de Janeiro. Ou seja, novamente caí na falta de estruturas urbanísticas, governamentais, sociais e etc., que fizessem com que o transporte, que me conduzisse até ao local que necessito. Então, para não perder a bolsa, ou seja, mais uma oportunidade de inclusão e ascensão social, tivemos, eu e minha família, fazer das tripas coração, e arrumar um meio para tal. Até o semestre passado, eu pagava com muita dificuldade, uma pessoa que me levava até lá de carro, entretanto, este ano, os custos deste transporte, ficaram muito além das minhas posses, tendo que dispensar a pessoa, e procurar outra que fizesse o mesmo serviço, por um preço mais camarada, o que não consegui. Entrei em pânico! Comecei a procurar novamente as autoridades governamentais e todos os meios possíveis para solucionar meu caso, pois o que eu quero nada mais é do que direitos garantido na nossa Constituição, entre eles: o direito de ir e vir, a educação, e etc., que são direitos básicos de qualquer civilização. Até o presente momento não consegui, ou seja, até agora não assisti nenhuma aula, o que vai acarretar a perca do período letivo e da bolsa de estudo, tão almejada, por motivo de faltas.
    É triste… Depois de estar no 6° período de Direito, ter que parar, por motivos alheios a minha vontade, de que em pleno século XXI, ainda tenhamos mentes tão retrogradas, que não pensam na sociedade como um todo, que tenham pessoas mais favorecidas que outra pelo simples fato de poder andar. Afinal, aonde está o intelecto das pessoas? Está nas pernas?

    Por isso venho até o sr° na esperança de que solucione o meu caso, me proporcionando meios para que eu não continue sendo mais uma paria da sociedade, pois não agüento mais tanta injustiça sócio-cultural. Quero ter direito a ter direito! Quero continuar meus estudos, ir até onde Deus permitir; quero ter direito as Leis de cotas: trabalhar, contribuir, ser produtiva. Sou um ser humano, que precisa ter lazer, família, fazer tudo que os outros fazem. Não mereço, como tantos outros não merecem, ser punida e por pena perpétua, por uma coisa que não fizemos.
    Sei que existem vários programas sociais voltados para os deficientes, porém, até agora, não encontrei nenhum que satisfizessem minhas necessidades. Tenho certeza que também há inúmeros deficientes nas mesmas condições que eu, buscando uma luz no fim do túnel. Nosso direito de ir e vir está podado, pois os transportes públicos não estão adaptados, contrariando as Leis instituídas, impossibilitando-nos de aproveitar as facilidades e direitos garantidos já existentes.
    O Sr° parece ser uma pessoa preocupada com o todo e não só com alguns, por isso apelo para seu bom coração e senso de justiça.
    Vou ficar aguardando resposta e desde já agradeço.

    Sandra de Oliveira Soares.
    São João de Meriti, junho de 2008.

  2. Ilustre Sr° Governador do Estado do Rio de Janeiro,
    Sr°. Sérgio Cabral.

    Sei que o Sr°. é uma pessoa muito ocupada, por isso serei o mais breve possível. Desde já agradeço a atenção.

    Depois de inúmeras tentativas infrutíferas com diversos órgãos do governo, através de e-mails, cartas e telefonemas, inclusive com Vossa Excelência, porém nunca recebi uma resposta que atendesse minhas expectativas, então resolvi tentar mais uma vez. Quem sabe desta vez tenha mais sorte?

    Meu nome é Sandra de Oliveira Soares, sou deficiente física (cadeirante) desde criança, sou de origem humilde. Desde a infância, encontro dificuldades para me incluir na sociedade. Apesar de meus pais, na medida do possível, me darem o maior apoio, ainda é pouco para suprir minhas necessidades. Moro num local afastado com poucos recursos, por isso fui inserida na escola tardiamente, aos 8 anos de idade, entretanto isso não me tirou o incentivo nem a vontade de aprender.

    Com o tempo, fui percebendo que a educação, é a melhor maneira de sair da exclusão. Principalmente pra mim, que sou desprovida de oportunidades, como as demais pessoas. Então me empenhei o máximo que pude. Todavia, quando terminei o ensino fundamental, tive que fazer uma parada, pois só teria ensino médio, numa escola que ficava longe da minha casa, ou seja, tinha que pegar ônibus, pois como ainda é hoje, naquela época, não haviam transportes adaptados que transportassem deficientes físicos.

    Depois de longos anos de espera, apareceu uma alma caridosa, que se prontificou a me ajudar, fazendo este trajeto com seu carro, a preço simbólico. Assim terminei o nível médio. Entusiasmada e vislumbrando novas oportunidades de vida, fiz o ENEM, no qual obtive uma boa média. Aí começou mais uma batalha: conseguir bolsa de estudo. Pleiteei em inúmeras instituições uma bolsa integral, mas não obtive sucesso. Frustrada, guardei forças para o ano seguinte, fiz o ENEM outra vez, e a média obtida desta vez, foi melhor ainda, o que me deu mais garra para pleitear a tão almejada bolsa integral em novas Universidades, o que com a graças de Deus consegui.

    Esta batalha estava ganha, mas não a guerra. A Universidade que eu consegui bolsa, fica muito longe do lugar onde resido, pois moro São João de Meriti, e campus da faculdade UniverCidade, mais próximo, pra mim, é a unidade Centro-Aeroporto, que esta localizada na Av. General Justo, 171, no Centro do Rio de Janeiro. Ou seja, novamente caí na falta de estruturas urbanísticas, governamentais, sociais e etc., que fizessem com que o transporte, que me conduzisse até ao local que necessito. Então, para não perder a bolsa, ou seja, mais uma oportunidade de inclusão e ascensão social, tivemos, eu e minha família, fazer das tripas coração, e arrumar um meio para tal. Até o semestre passado, eu pagava com muita dificuldade, uma pessoa que me levava até lá de carro, entretanto, este ano, os custos deste transporte, ficaram muito além das minhas posses, tendo que dispensar a pessoa, e procurar outra que fizesse o mesmo serviço, por um preço mais camarada, o que não consegui. Entrei em pânico! Comecei a procurar novamente as autoridades governamentais e todos os meios possíveis para solucionar meu caso, pois o que eu quero nada mais é do que direitos garantido na nossa Constituição, entre eles: o direito de ir e vir, a educação, e etc., que são direitos básicos de qualquer civilização. Até o presente momento não consegui, ou seja, até agora não assisti nenhuma aula, o que vai acarretar a perca do período letivo e da bolsa de estudo, tão almejada, por motivo de faltas.
    É triste… Depois de estar no 6° período de Direito, ter que parar, por motivos alheios a minha vontade, de que em pleno século XXI, ainda tenhamos mentes tão retrogradas, que não pensam na sociedade como um todo, que tenham pessoas mais favorecidas que outra pelo simples fato de poder andar. Afinal, aonde está o intelecto das pessoas? Está nas pernas?

    Por isso venho até o sr° na esperança de que solucione o meu caso, me proporcionando meios para que eu não continue sendo mais uma paria da sociedade, pois não agüento mais tanta injustiça sócio-cultural. Quero ter direito a ter direito! Quero continuar meus estudos, ir até onde Deus permitir; quero ter direito as Leis de cotas: trabalhar, contribuir, ser produtiva. Sou um ser humano, que precisa ter lazer, família, fazer tudo que os outros fazem. Não mereço, como tantos outros não merecem, ser punida e por pena perpétua, por uma coisa que não fizemos.
    Sei que existem vários programas sociais voltados para os deficientes, porém, até agora, não encontrei nenhum que satisfizessem minhas necessidades. Tenho certeza que também há inúmeros deficientes nas mesmas condições que eu, buscando uma luz no fim do túnel. Nosso direito de ir e vir está podado, pois os transportes públicos não estão adaptados, contrariando as Leis instituídas, impossibilitando-nos de aproveitar as facilidades e direitos garantidos já existentes.
    O Sr° parece ser uma pessoa preocupada com o todo e não só com alguns, por isso apelo para seu bom coração e senso de justiça.
    Vou ficar aguardando resposta e desde já agradeço.

    Sandra de Oliveira Soares.
    São João de Meriti, de 2008.


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